quarta-feira, 17 de junho de 2015

And then Love came

Porque ele veio sem avisar. E do nada se tornou tudo. 
Não procurava nada...mas encontrei-o.
E desde esse momento, nunca mais entendi a vida da mesma forma.O chão tremeu e pela primeira vez não tive medo de cair.
E hoje a vida é nossa.
É isto. É mesmo assim: simples, sem detalhes, direto ao assunto. Sem esquemas, nem subterfúgios. Sem ornamentos. Assim, inequívoco.
Como todos os amores deviam ser.
Uma história que começa sem nunca questionar o fim, porque o fim não interessa, porque o fim não se pretende.

E é isto. Amor.

Porque estes post fazem falta. Faz falta mais amor.

"I am nothing special; just a common man with common thoughts, and I've led a common life. There are no monuments dedicated to me and my name will soon be forgotten. But in one respect I have succeeded as gloriously as anyone who's ever lived: I've loved another with all my heart and soul; and to me, this has always been enough."



























“You are every reason, every hope, and every dream I’ve ever had, and no matter what happens to us in the future, every day we are together is the greatest day of my life. I will always be yours. And, my darling, you will always be mine.”

Para o Jorge. porque tudo.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Changes

Uma das coisas que mais me fascinou ao longo dos meses que viajei foi o impacto que cada país teve em mim.

Sempre que de lá saía, saía mais pequena. Como se nenhum dos meus problemas fizesse realmente sentido, como se tudo a que eu dava importância fosse insignificante quando comparado com a realidade com que me deparava em cada país.
E isso mais do que o viajar em si, é o mais importante. É o que levas para a vida.
Mais do que fotos, lembranças, videos, a mudança que o coração e a cabeça sofrem é a verdadeira compensação.
Lembro me de um episódio em particular que me marcou profundamente.
Em Garoua, nos Camarões, um dia antes de partir meti num saco plástico toda a comida que tinha levado. Nada de mais apenas uma lata de atum, bolachas, enlatados e umas sopas. Desci ao restaurante e entreguei-o à senhora que todos os dias estava sentada nas traseiras e me cumprimentava com um enorme sorriso cheio de ternura. 
A reacção dela deixou-me sem palavras. Sem sequer abrir o saco apertou-me nos braços dela e agradeceu-me com uma intensidade como se no saco estivessem barras de ouro. 
Disse-lhe: "É só comida. É só o que tenho para lhe dar" e ela com aquele olhar meigo respondeu-me: "É mais do que possas imaginar!" 
E ali ficámos as duas abraçadas. Eu com as lágrimas a caírem por perceber como tão pouco pode ser tanto. E ela feliz com um saco de uma estranha.

Ficarei eternamente grata por isso. 



“I beg young people to travel. If you don’t have a passport, get one. Take a summer, get a backpack and go to Delhi, go to Saigon, go to Bangkok, go to Kenya. Have your mind blown. 

Eat interesting food. Dig some interesting people. Have an adventure. Be careful. Come back and you’re going to see your country differently, you’re going to see your president differently, no matter who it is. Music, culture, food, water. Your showers will become shorter. 

You’re going to get a sense of what globalization looks like. It’s not what Tom Friedman writes about; I’m sorry. You’re going to see that global climate change is very real. And that for some people, their day consists of walking 12 miles for four buckets of water. And so there are lessons that you can’t get out of a book that are waiting for you at the other end of that flight. 

A lot of people—Americans and Europeans—come back and go, ohhhhh. And the light bulb goes on.”

Henry Rollins