Marrocos - Jedah era a operação. Eu sei que já há alguns posts que digo que tenho que falar sobre Jedah mas não será neste. Ainda.
O mesmo nervosismo de sempre. Quanto tempo ficamos? Ninguém sabe.
Não gosto muito de Marrocos. Muito menos do hotel onde tivemos que ficar.
É isolado da cidade (50 € para ir e vir de táxi), os empregados nao primam de todo pela simpatia, a comida era terrível e caríssima! Passei quase 1mês a pizza margueritta!
Ainda fomos uma vez ao restaurante "rico" do hotel e pedimos um bife que além de caro mal se via no prato!
A zona da piscina era agradável mas não estava tempo para banhos de sol!
Não havia muito para fazermos naquela cidade, pelo que nos safámos com a vida nocturna que, confesso, não era má de todo!
Na primeira noite fomos ao restaurante que ninguém falha ao visitar Casablanca. La Bodega. Muito pitoresco, mesmo ao estilo marroquino. Depois de jantar, subimos ao 1ºandar onde passam musica e dá para dar uns passinhos de dança.
Mas de Marrocos trago na memória duas noites em particular.
A primeira foi num dia em que estavam quase todas as tripulações em Marrocos e um bocado aborrecidos por não haver nada para fazermos. Decidimos então ir sair.
Não vou falar do divertimento que foi a típica noitada, mas a verdade é que numa noite conseguimos percorrer mais estabelecimentos do que possam imaginar. Desde discotecas VIP´S em que cobravam milhares por uma mesa, à discoteca do engate dos divorciados e mal casados.
Acabámos por descobrir aquele que viria a ser o nosso "poiso"!
Pequeno, sem grandes confusões, o que tendo em conta que nós éramos imensos, ainda bem! Só nós ocupávamos a pista toda e faziamos a festa.
Fomos sempre assim. E ainda bem.
Ao voltarmos para o hotel, até hoje não sei como foi possível, éramos mais de 8 num só carro!
O que afinal é recorrente em Casablanca.
Mais tarde haviamos de descobrir a melhor tasca de sempre! Donatelli. Tasca rasca mas onde nos divertimos e estivemos sempre à vontade.
A 2ª noite foi mais uma lição do que outra coisa.
Passámos o dia a passear pela cidade, um dos pontos era o Souk (mercado central) que é do tamanho de uma vila.
Passeamos por todas as ruas e saltava à vista que erámos turistas (claro!). Fomos abordados por um rapaz muito educado, boa aparência e aparentemente instruído.
Perguntou-nos o que procurávamos e nós cheios de fome dissemos que só queriamos um lugar onde comer bem sem pagar fortunas.
Levou-nos a um restaurante pequeno mas muito giro, onde pedimos um dos pratos típicos, Tagine.
Tagine de peixe é divinal!
Por esta altura já o rapaz estava com uma lengalenga de que estudava na universidade, que tinha conhecimentos no souk que nos fariam descontos no que quissesemos comprar, etc.
Todos nós com o bicho atrás da orelha mas deixámo nos levar.
Ao fim da noite quando queriamos voltar ao hotel o espertalhão disse que tinhamos que lhe pagar os serviços que ele nos tinha prestado.. Ficámos completamente espantados! Reclamámos, dissemos que não lhe tinhamos pedido nada, que nao lhe pagavamos nada etc. A verdade é que estávamos em território dele junto a um bar cheio de macacos pelo que acabámos por lhe dar metade do que ele queria mas que ainda assim para um "guia turístico" como ele se intitulava foi um balúrdio.
Já o meu rico paizinho dizia, ninguém dá nada a ninguém!
Fora isso, foi uma das melhores operações, com pessoas que ainda hoje estão comigo e considero minhas amigas.
Levo comigo também a noite de despedida. Já estávamos saturados de tudo. Dos vôos, do hotel,havia muita gente a adoecer, a termos que fazer rotações de tripulantes, enfim.. estávamos exaustos.
Decidimos fazer qualquer coisa "caseira" dentro do possível para comermos e juntarmo-nos num quarto.
Saiu-nos uma mistela de atum, ovo, cebola, maionese e milho. Tínhamos pão, batatas fritas, bebidas tudo.
Lembro me que nessa noite conseguimos juntar comandantes, manutenção, coordenador, etc pela fome ou pelo alívio de irmos embora estavamos todos a divertirmo-nos.
Claro que não seria o mesmo sem um precalço, ainda que mesmo no dia de partida.
A minha tripulação foi a última a sair do hotel. Ao chegarmos ao aeroporto ouço o meu Comandante atender o telefone e dizer qualquer coisa que me fez pensar "pronto tu queres ver?"
Chegámos ao avião onde já estavam as outras 3tripulações para sabermos que nao estávamos livres. Não tinhamos autorização para levantar vôo.
A operação estava a decorrer porque o Rei tinha ido viajar com a comitiva que incluía a frota toda dos vôos que tinhamos feito.
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| Casablanca |
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| Tangine |
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| Souk |
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| em Jedah. With Mary |
















