quinta-feira, 26 de março de 2015

Marroco

De volta a África.
Marrocos - Jedah era a operação. Eu sei que já há alguns posts que digo que tenho que falar sobre Jedah mas não será neste. Ainda.

O mesmo nervosismo de sempre. Quanto tempo ficamos? Ninguém sabe.
Não gosto muito de Marrocos. Muito menos do hotel onde tivemos que ficar.
É isolado da cidade (50 € para ir e vir de táxi), os empregados nao primam de todo pela simpatia, a comida era terrível e caríssima! Passei quase 1mês a pizza margueritta!
Ainda fomos uma vez ao restaurante "rico" do hotel e pedimos um bife que além de caro mal se via no prato!
A zona da piscina era agradável mas não estava tempo para banhos de sol!
Não havia muito para fazermos naquela cidade, pelo que nos safámos com a vida nocturna que, confesso, não era má de todo!

Na primeira noite fomos ao restaurante que ninguém falha ao visitar Casablanca. La Bodega. Muito pitoresco, mesmo ao estilo marroquino. Depois de jantar, subimos ao 1ºandar onde passam musica e dá para dar uns passinhos de dança.
Mas de Marrocos trago na memória duas noites em particular.
A primeira foi num dia em que estavam quase todas as tripulações em Marrocos  e um bocado aborrecidos por não haver nada para fazermos. Decidimos então ir sair.
Não vou falar do divertimento que foi a típica noitada, mas a verdade é que numa noite conseguimos percorrer mais estabelecimentos do que possam imaginar. Desde discotecas VIP´S em que cobravam milhares por uma mesa, à discoteca do engate dos divorciados e mal casados.
Acabámos por descobrir aquele que viria a ser o nosso "poiso"!
Pequeno, sem grandes confusões, o que tendo em conta que nós éramos imensos, ainda bem! Só nós ocupávamos a pista toda e faziamos a festa.
Fomos sempre assim. E ainda bem.
Ao voltarmos para o hotel, até hoje não sei como foi possível, éramos mais de 8 num só carro!
O que afinal é recorrente em Casablanca.
Mais tarde haviamos de descobrir a melhor tasca de sempre! Donatelli. Tasca rasca mas onde nos divertimos e estivemos sempre à vontade.

A 2ª noite foi mais uma lição do que outra coisa.
Passámos o dia a passear pela cidade, um dos pontos era o Souk (mercado central) que é do tamanho de uma vila.
Passeamos por todas as ruas e saltava à vista que erámos turistas (claro!). Fomos abordados por um rapaz muito educado, boa aparência e aparentemente instruído.
Perguntou-nos o que procurávamos e nós cheios de fome dissemos que só queriamos um lugar onde comer bem sem pagar fortunas.
Levou-nos a um restaurante pequeno mas muito giro, onde pedimos um dos pratos típicos, Tagine.
Tagine de peixe é divinal!
Por esta altura já o rapaz estava com uma lengalenga de que estudava na universidade, que tinha conhecimentos no souk que nos fariam descontos no que quissesemos comprar, etc.
Todos nós com o bicho atrás da orelha mas deixámo nos levar.
Ao fim da noite quando queriamos voltar ao hotel o espertalhão disse que tinhamos que lhe pagar os serviços que ele nos tinha prestado.. Ficámos completamente espantados! Reclamámos, dissemos que não lhe tinhamos pedido nada, que nao lhe pagavamos nada etc. A verdade é que estávamos em território dele junto a um bar cheio de macacos pelo que acabámos por lhe dar metade do que ele queria mas que ainda assim para um "guia turístico" como ele se intitulava foi um balúrdio.

Já o meu rico paizinho dizia, ninguém dá nada a ninguém!
Fora isso, foi uma das melhores operações, com pessoas que ainda hoje estão comigo e considero minhas amigas.
Levo comigo também a noite de despedida. Já estávamos saturados de tudo. Dos vôos, do hotel,havia muita gente a adoecer, a termos que fazer rotações de tripulantes, enfim.. estávamos exaustos.
Decidimos fazer qualquer coisa "caseira" dentro do possível para comermos e juntarmo-nos num quarto.
Saiu-nos uma mistela de atum, ovo, cebola, maionese e milho. Tínhamos pão, batatas fritas, bebidas tudo.
Lembro me que nessa noite conseguimos juntar comandantes, manutenção, coordenador, etc pela fome ou pelo alívio de irmos embora estavamos todos a divertirmo-nos.

Claro que não seria o mesmo sem um precalço, ainda que mesmo no dia de partida.
A minha tripulação foi a última a sair do hotel. Ao chegarmos ao aeroporto ouço o meu Comandante atender o telefone e dizer qualquer coisa que me fez pensar "pronto tu queres ver?" 
Chegámos ao avião onde já estavam as outras 3tripulações para sabermos que nao estávamos livres. Não tinhamos autorização para levantar vôo.
A operação estava a decorrer porque o Rei tinha ido viajar com a comitiva que incluía a frota toda dos vôos que tinhamos feito.
Ora sua excelência chegava nesse dia, mas os aviões tinham que ir à manuntenção e poderia haver algum vôo entretanto que teríamos que ser nós a cobrir.
 2horas de espera. E finalmente o "You are free to go" chegou e partimos.
Casablanca
Tangine






Souk
em Jedah. With Mary

terça-feira, 17 de março de 2015

Banguecoque

O que começou por ser uma coisa de 3 dias estendeu-se por quase duas semanas.
Mas o destino era extasiante! Finalmente ia ao continente asiático!
Banguecoque <-----> Estocolmo
Chegámos a Estocolmo com temperaturas negativas, tudo coberto de neve e a tripulação inteira só com roupa para três dias.
No dia a seguir seguimos para Banguecoque.
Quase 12h de vôo. Simplesmente esgotante! Eu sei que o destino iria acabar por compensar mas até para nós tanto tempo de cabine dava cabo de nós. E o pior? Chegávamos a Banguecoque e tinhamos 7horas a menos que em Lisboa!
Nunca senti tanto a perda de noção dos dias... nunca fui de sofrer de jet-lag, nem de ficar a recuperar os fuso horários...excepto desta vez.
Para além do cansaço do vôo esta diferença acabou com as minhas resistências. 
Ainda assim, a vontade de conhecer a cidade era maior que o desgastamento.
Subiamos aos quartos, descansavamos 3/4horas e estávamos todos no lobby do hotel para sairmos.

A operação foi muito intensa, estavam apenas 2 tripulações pelo que o tempo que tinhamos em cada lado era o tempo de vôo da outra tripulação ir e voltar.
O tempo podia ser escasso mas conseguimos ver tudo! e gastar tão pouco!

No primeiro dia fizemos um passeio de barco à volta da cidade. Paisagem magnífica, com um pôr do sol como nunca vi na vida. Nem voltei até hoje.
 Fiquei impressionada com o Floating Market. O Grand Palace é magnífico! Palavras não descrevem justamente o que vi. Mas imagens sim!

Floating Market

Floating Market

Floating market

Aventuras? claro! Duas.
A primeira chocou me bastante. Logo no primeiro dia em conversa animada com um taxista chegámos à conclusão que tínhamos que ir ver o Show que tanto ele falava. Eu, na minha ignorância, nao fazia a mais pequena ideia do que era o ping pong show.  
À noite, lá fomos nós pelas ruas de bangkok, à procura de um bar com o dito show.
E o que não faltava eram bares desses! Menina(o)s à porta, com roupas mínimas a convidarem a entrar e com o preçário na mão. (Procurei desesperadamente pela fotografia que tirei ao "menu" e não consigo encontrar :x)
Bom lá nos decidimos por um que, claro, devia ser o pior de todos.
Entrámos e a empregada de mesa era uma senhora idosa, a patriarca pelo que percebi, a neta estava ao balcão e a filha era a "estrela" da noite.
Atrás de nós entrou um grupo de rapazes ingleses, receosos tal como nós.
Sentámos-nos junto ao palco e pedimos cervejas. Já com a minha na mesa e vejo um barata a passar junto à lata.
Deviamos ter saído dali naquele instante mas não. Insistimos.
Quem sobe ao palco é uma senhora com idade acima dos 50 anos. Desgastada. E não um jovem bem feita com peitos de silicone.
O resto foi verdadeiramente assustador. Cuspir bola de ping pong por onde saem bébés, atirar dardos, escrever, abrir garrafas... enfim mau demais!
Saímos de lá abismados com o que tinhamos acabado de ver.

A 2ª aventura foi no dia em que fomos ao Parque dos Tigres. Demorámos horas a chegar, e depois era caríssimo para entrar e havia dress code, pelo que eu e outro colega optámos por nao entrar.
Esfomeados e sem um sitio para comer fomos ate à estrada, e montado na berma em terra batida estava um barracão onde serviam comida.
Não sei sinceramente que carne comi... frango disseram eles. Não me pareceu. mas a fome era tanta que comi o que tinha no prato sem fazer mais perguntas.
O meu estômago não reclamou da carne que comi nesse dia mas ressentiu-se quando decidi experimentar comer grilos!
Terrivel! Vemos as pessoas a comerem aquilo com uma satisfação, com saquinhos daquilo na mão que nem nós com os nossos sacos de gomas...
Sabe a frito! A óleo usado há dias! e dps as patas que ficam na boca blerch! Odeiei!

Fomos até ao Skybar, onde filmaram uma das cenas do filme "A Ressaca". Consumimos a meias porque era tudo caríssimo. :)

Bom, ao fim ao cabo, mesmo com muito pouco tempo conseguimos ver a cidade, andar de Tuk Tuk, fazer uma Thai massage (pensei que me iam partir toda!e aconselho a que depois desta massagem façam uma de relaxamento porque é dolorosa..).
Por ver ficaram as ilhas paradísiacas que não ficavam nem muito longe nem muito caras de visitar.
Ficam para uma próxima... Who knows!
The Grand Palace


A tripulação em Estocolmo




quarta-feira, 11 de março de 2015

Concrete Jungle

New York, New York.

Foi em 2011 a primeira vez que visitei a cidade, fora de trabalho. Fiquei maravilhada! Era um sonho antigo e confesso que me emocionei.
É normal. Passamos toda a vida a ver os filmes e as séries e de repente lá estamos nós naqueles cenários que julgávamos fictícios.
Mas o encanto é só mesmo na primeira visita.
Acabei por ir a Nova Iorque inúmeras vezes em trabalho e, apesar de continuar a achar certas partes da cidade maravilhosas, comecei a ter a noção de que é mesmo uma selva de cimento.
Comecei a sentir o cheiro desagradável das ruelas, a falta de luz que os prédios enormes teimam em cobrir (excepto em Times Square que mesmo à noite parece dia), o "fast foward" das pessoas com que nos cruzamos...
Palminhei a cidade de cima a baixo e de cada vez que o fiz foi perdendo o encanto.
Não me levem a mal adoro a cidade só que agora de uma forma realista,

Mas claro,  existem certos cantinhos que valem muito a pena, Os roof tops são breathtaking, precisamente porque conseguimos ver o ceú, o rio Hudson, ver a cidade de uma forma ampla, o que lá em baixo é completamente impossível.
Ellis Island é uma verdadeira viagem no tempo. No século XIX 12 milhões de pessoas pisaram esta ilha depois de longas viagens de navio. É a chamada "Ilha da Imigração" ou "The Island of Tears" e ainda é possível ver documentos e fotografias originais, roupas, utensílios e cartas que foram deixadas para trás.
Atravessar a Brookly Bridge. O 9/11 Memorial.
Os pretzels, os bagels....Ah os Bagels...

Little Italy tem restaurantes típicos onde podemos beber um copo e comer umas bruschettas maravilhosas, cheios de iluminação e mesas que fazem lembrar a velha Toscana.
Numa daquelas tardes de passeio, eu a Katherine a Raquel e a Cátia encontrámos um desses cantinhos. Decidimos sentar nos e pedir um copo de vinho.
Ali ficámos.. à conversa, às gargalhadas, mais vinho e bruschettas e ali ficámos ate já não termos metro para regressar ao hotel.
E tal como se estivessemos num episódio do "Sexo e a Cidade" seguimos as quatro a chorar a rir sem porquê pelas ruas.

O nosso cantinho italiano

O Central Park continuará sempre a ser, para mim, o ex libris de Nova Iorque. De Inverno ou Verão é sempre uma sensação inexplicável percorrer aqueles caminhos.
A pista de gelo, o Strawberry Fields que presta homenagem ao Beatle John Lennon, os esquilos que correm para nao serem detectados, o cheiro a ar puro no meio daquela poluição toda é sensacional.
O museu de História Natural é surreal!
Pequenas grandes relíquias que ficam esquecidas na correria de Times Square ou da 5ª Avenida.

O nosso hotel ficava no guetto. Mesmo! e claro está que me aventurei a uma voltinha.
Fomos até uma lavandaria. Tal e qual como nos filmes. Já existe este conceito das Laundrys em Lisboa mas o "ambiente" por assim dizer é completamente diferente.
Moedinha para o detergente, carrinho para carregar a roupa, a luta pelas máquinas disponíveis, o olhar de lado (topam nos assim que entramos!).
Durante a nossa espera à porta damos conta de que realmente estamos num bairro no verdadeiro sentido da palavra.
Chegámos a ser perseguidos por um homem até à loja Dunkin Donuts. Sorte a nossa, um dos nossos, o André, nasceu num bairro de NY e resolveu logo a questão. Valeu nos o susto :)


Estive em NY  umas quantas vezes para além dessa. Uma delas foi na altura de Natal, demasiada gente na rua. A agonia de ter o bilhete para Lisboa para passar o Natal em casa para ficar sem efeito e fazermos mais um vôo. O que significou que passar a véspera de Natal num hotel dentro do aeroporto em Oslo e chegar a casa no dia 25. Not easy.
Anyway.. Nova Iorque será sempre A Nova Iorque e por fazer ficou: assistir a um jogo da NBA e de Baseball e subir à Estátua da Liberdade que está em obras.

A Tripulação 04/2014

sexta-feira, 6 de março de 2015

First Stop

My first Stay

A primeira vez que me chamaram para voar foi qualquer coisa de, no mínimo, caótica. Ora vais ora não vais. Daqui a 1hora no aeroporto, afinal não, fica em standby. Bruna tens que vir o mais rápido possivel. E lá fui eu no meu mais rápido possível para a minha primeira estucha. 
Viria a perceber que este "caótico" era standart.
Fui a Espanha e Inglaterra. Conheci apenas a placa. E voltei. 
A grande operação estava para vir. A primeira. 1 mês fora. Onde?
Nigéria. Lagos.
Mal sabia que não seria a única vez.
A operação era fazer voos entre Lagos e Jedah (Arábia Saudita). [Como Jedah viria a conhecer melhor noutra operação, vou escrever sobre a Arábia Saudita noutro post ah and it won´t be pretty to read..] 

Lembro me de quando recebi a chamada de confirmação. Foi agridoce. Não sabia para o que ia mas sabia que queria ir. Um mundo fora para conhecer. Mas e o resto? Os que ficam? Têm que ficar. Como ficariam tantas outras vezes. 

3Tripulações baseadas em Lagos. 
Ora Lagos é a maior cidade da Nigéria e dizem que tem o melhor aeroporto do país.
Aterrei no Aeroporto International Murtala Muhammed era já de noite.
O aeroporto é, de facto, enorme. Lembro de o percorrer com a mala e pensar que nunca mais chegávamos à saida. Completamente vazio. Um cheiro muito característico.
Pessoas a dormir em cima de cartão. Funcionários inclusive. Estava, apesar de tudo, a transpirar excitação. Estava em África! queria conhecer tudo e aventurar-me. Oh how rong was I...

O hotel, posso afirmar agora que conheço a realidade destas andanças, era de facto o melhor dentro dos parâmetros do país em que me encontrava.
Não podiamos sair do hotel, excepto na carrinha que nos arranjaram para umas idas a um centro comercial que ficava a uns 20min de caminho.
O trânsito? Não consigo descever. 
Não há piscas. Apitam para avisar que vão mudar de faixa ou direcção, seja ela qual for, a estrada em lama, autocarros em estado ferro velho sobrelotados, motas com 3 pessoas e uma televisão, pessoas a atravessar a estrada. Enfim, estava completamente abismada com esta cidade. 

Como não podia deixar de ser essa história do não poder sair do Hotel para mim não dava. Afinal estava naquele país pela primeira vez e corre me nas veias a adrenalina da aventura.
A aventura foi mesmo curta porque o máximo que consegui foi sair à rua mesmo em frente do hotel com o meu chefe de cabine e comandante e mais uma colega. 
Deu para ficar viciada nas maçarocas de milho de uma senhora mais doce que o açucar como lhe disse. Sorriu sem levantar os olhos das maçarocas.
Apartir desse dia eram os guardas que saiam para comprar as maçarocas. "Meninas aqui. Perigoso na rua." diziam eles num inglês fraco.
Não. Não me deixei ficar claro. Quem me conhece sabe que tenho que me aventurar. Nem penso. Só quero ir. Depois logo se vê. 
E assim fui com mais outros inconscientes como eu, para a discoteca do hotel Sheraton. 
Foi naquilo a que lá chamam " portagem" que percebi que havia perigo na cidade e que estávamos a arriscar. O carro parou, olhei e vejo um homem, civil, armado e junto aos pneus estava um tronco cheio de pregos caso o taxista decidisse seguir sem pagar.
A noite foi animada. Mas Nossa Senhora... as mulheres lá desafiam as leis da física com os enormes rabos que sabem movimentar! Basta entrar um branco e já estão em cima dele. Só querem dançar e copos, talvez algo mais mas pagável.

Aterrei pela primeira vez no cockpit. Tive o primeiro contacto com a cultura muçulmana, mas sobre isso conto num próximo post.

Aprendi algumas palavras. É dificil porque existem mais de 200 tribos cada uma com o seu dialecto e no hotel cada empregado era de uma diferente.
Um dos principais dialectos é o Hausa. Bom dia - Sannu. Obrigada - Na gode.

Trouxe comigo o espírito de equipa das pessoas com quem trabalhei. A cerveja Star que é uma das melhores que já bebi, a noção de que ficou tanto por conhecer. As maçarocas que nunca mais comi iguais. A malária tornou-se real mais do que uma gripe. O crew lounge, o melhor que vi mesmo quando comparando com países europeus. Era onde passávamos o tempo, a jogar snooker, matraquilhos,a ver filmes, a conversar. A varanda onde faziamos os churrascos e festas.
 O Comandante Mário Tavares que ainda hoje é das minhas pessoas favoritas e com quem voltaria a trabalhar mais tarde. 

Deixo-vos algumas fotos que tirei no mês de verdadeira clausura ( viria a conhecer uma clausura pior)
Lagos


As deliciosas maçarocas
Guardas do Centro Comercial
Passaport Signatures





Porquê "bloggar"?

Confesso que antes de criar este blog dei por mim a pensar se deveria ou não fazê-lo.
Ou porque a bloggosfera está em modo "lotação esgotada" ou porque não queria que fosse só mais um.
A verdade é que adoro escrever. Sem regras, sem limpar as arestas. Bruto. Bruto mas de mim. De mim para mim. E agora de mim para quem encontrar este cantinho.
Depois veio o "assunto". Sobre o quê é que iria escrever?
Moda? Nao percebo. nao ligo.O que não faltam são blogues das vedetas cheias de opiniões sobre isso.
Comida? Sei cozinhar mas não consigo imaginar me a escrever sobre isso. É comida.
E foi então que uma amiga me sugeriu escrever sobre aquilo que experienciei enquanto voei para um companhia aérea charter. Aterrei em mais de 21 países. 21 foi o nº deles que consegui conhecer melhor. Uns mais que outros.
De facto foi, so far, a melhor experiência da minha vida, apesar de tudo o resto que tive de abdicar por isso. Repetiria sem hesitar.
Por isso é sobre isso que vou escrever neste pedaço virtual de mim.
E quando esgotar as experiências hei-de escrever sobre outras coisas. Ler e escrever faz parte de mim.
Anyway, fica a apresentação feita. Li algures que era assim que o primeiro Post deveria ser...


Love
B.
My lucky charm.