quarta-feira, 11 de março de 2015

Concrete Jungle

New York, New York.

Foi em 2011 a primeira vez que visitei a cidade, fora de trabalho. Fiquei maravilhada! Era um sonho antigo e confesso que me emocionei.
É normal. Passamos toda a vida a ver os filmes e as séries e de repente lá estamos nós naqueles cenários que julgávamos fictícios.
Mas o encanto é só mesmo na primeira visita.
Acabei por ir a Nova Iorque inúmeras vezes em trabalho e, apesar de continuar a achar certas partes da cidade maravilhosas, comecei a ter a noção de que é mesmo uma selva de cimento.
Comecei a sentir o cheiro desagradável das ruelas, a falta de luz que os prédios enormes teimam em cobrir (excepto em Times Square que mesmo à noite parece dia), o "fast foward" das pessoas com que nos cruzamos...
Palminhei a cidade de cima a baixo e de cada vez que o fiz foi perdendo o encanto.
Não me levem a mal adoro a cidade só que agora de uma forma realista,

Mas claro,  existem certos cantinhos que valem muito a pena, Os roof tops são breathtaking, precisamente porque conseguimos ver o ceú, o rio Hudson, ver a cidade de uma forma ampla, o que lá em baixo é completamente impossível.
Ellis Island é uma verdadeira viagem no tempo. No século XIX 12 milhões de pessoas pisaram esta ilha depois de longas viagens de navio. É a chamada "Ilha da Imigração" ou "The Island of Tears" e ainda é possível ver documentos e fotografias originais, roupas, utensílios e cartas que foram deixadas para trás.
Atravessar a Brookly Bridge. O 9/11 Memorial.
Os pretzels, os bagels....Ah os Bagels...

Little Italy tem restaurantes típicos onde podemos beber um copo e comer umas bruschettas maravilhosas, cheios de iluminação e mesas que fazem lembrar a velha Toscana.
Numa daquelas tardes de passeio, eu a Katherine a Raquel e a Cátia encontrámos um desses cantinhos. Decidimos sentar nos e pedir um copo de vinho.
Ali ficámos.. à conversa, às gargalhadas, mais vinho e bruschettas e ali ficámos ate já não termos metro para regressar ao hotel.
E tal como se estivessemos num episódio do "Sexo e a Cidade" seguimos as quatro a chorar a rir sem porquê pelas ruas.

O nosso cantinho italiano

O Central Park continuará sempre a ser, para mim, o ex libris de Nova Iorque. De Inverno ou Verão é sempre uma sensação inexplicável percorrer aqueles caminhos.
A pista de gelo, o Strawberry Fields que presta homenagem ao Beatle John Lennon, os esquilos que correm para nao serem detectados, o cheiro a ar puro no meio daquela poluição toda é sensacional.
O museu de História Natural é surreal!
Pequenas grandes relíquias que ficam esquecidas na correria de Times Square ou da 5ª Avenida.

O nosso hotel ficava no guetto. Mesmo! e claro está que me aventurei a uma voltinha.
Fomos até uma lavandaria. Tal e qual como nos filmes. Já existe este conceito das Laundrys em Lisboa mas o "ambiente" por assim dizer é completamente diferente.
Moedinha para o detergente, carrinho para carregar a roupa, a luta pelas máquinas disponíveis, o olhar de lado (topam nos assim que entramos!).
Durante a nossa espera à porta damos conta de que realmente estamos num bairro no verdadeiro sentido da palavra.
Chegámos a ser perseguidos por um homem até à loja Dunkin Donuts. Sorte a nossa, um dos nossos, o André, nasceu num bairro de NY e resolveu logo a questão. Valeu nos o susto :)


Estive em NY  umas quantas vezes para além dessa. Uma delas foi na altura de Natal, demasiada gente na rua. A agonia de ter o bilhete para Lisboa para passar o Natal em casa para ficar sem efeito e fazermos mais um vôo. O que significou que passar a véspera de Natal num hotel dentro do aeroporto em Oslo e chegar a casa no dia 25. Not easy.
Anyway.. Nova Iorque será sempre A Nova Iorque e por fazer ficou: assistir a um jogo da NBA e de Baseball e subir à Estátua da Liberdade que está em obras.

A Tripulação 04/2014

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