sexta-feira, 17 de abril de 2015

Pessoa

Quem me conhece sabe a minha paixão por Fernando Pessoa.
Sim o Homem dos heterónimos, o multi personalidades viciado em ópio.
O que começou como uma espécie de "amigos imaginários" em criança acabou por se tornar num estado de espírito.
Conseguiu criar uma humanidade só dele.
Não tem nada de coeso.
É confuso.
E é disso que eu gosto. Porque me revejo nesse labirinto.

"A vida é para nós o que concebemos dela. Para o rústico cujo campo lhe é tudo, esse campo é um império. Para o César cujo império lhe ainda é pouco, esse império é um campo. O pobre possui um império; o grande possui um campo. Na verdade, não possuímos mais que as nossas próprias sensações; nelas, pois, que não no que elas vêem, temos que fundamentar a realidade da nossa vida."



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